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quinta-feira, 8 de julho de 2021

TESTEMUNHOS DE UMA ALMA PERDIDA : Síndrome do Impostor!?


Eu desconhecia este síndrome, ouvi pela primeira vez num evento online feito pelo grande Tony Robbins e por Dean Graziosi, sendo este último o que falou sobre o síndrome, lembro-me que o Dean disse "you're the imposter!" para toda a audiência, e eu ahhhh, depois disse "you have the Imposter Sindrome", e a cada segundo que falava do assunto, mais estupefacto eu ficava...primeiro, por nunca ter ouvido falar do assunto, segundo porque me encaixava que nem uma luva e terceiro, porque agora tudo tem uma definição lógica e caso psicológico que permite explicar o comportamento da pessoa, principalmente quando não se encaixa na dita normalidade do comportamento social.

O impostor, enquanto termo refere-se ao individuo passar-se por quem não é, inconscientemente como medida de protecção do Ego, ou de um super ego, produto de uma mente que faz de tudo para proteger o individuo, da dor emocional, de sofrer e mantê-lo na zona de conforto.

Com o Síndrome do Impostor, o individuo é exigente com ele próprio; tem muitas crenças limitantes; não quer fracassar e falhar; tem medo de ser incompetente; há um desfasamento da imagem que tem de si e que os outros não têm, ou seja vêm-no na dita normalidade; há uma culpa enorme; E os feitos que são bem conseguidos são porque sorte ou obra do acaso, e não pela qualidade do individuo que os faz.

Como características principais –

 

-Perfecionismo

-Autossabotagem

-Individualismo

-Comparação com O outro

-Validação dos outros

-Ansiedade e baixa autoestima

 

No dito impostor, o perfecionismo, a comparação com O outro (normalmente feita prejudicialmente) e a validação dos outros fazem com que exiga de si essa caracteristicas para ser reconhecido, para se mostrar, que faz tudo bem e sem falhas, e aí vai buscar a validação e aprovação do Outro, e no entanto faz as tarefas individualmente para não ouvir na sua opinião, os reparos normalmente soam criticas depreciativas. A comparação com O outro é baseada na baixa autoestima, para esconder que tem falhas (E todo o mundo tem…faz parte de ser humano) para não passar pela censura e a critica do Outro, quando o que acontece é que essa censura e critica acontecem na mente.


O que posso dizer é que durante muito tempo senti-me uma fraude, e me incluo como tendo Sindrome do Impostor, quando as pessoas se afastam e afastaram de mim, por verem o que acho que sou, e assim sendo usei muito das  caracteristicas do impostor para ser aceite e que gostassem de mim, quando sou eu que tenho que gostar e me aceitar primeiro, é horrível o sentimento de fraude, passar por quem não somos, e simplesmente perceber que é natural as pessoas se afastarem, sem que a responsabilidade seja propriamente minha, ou delas,  e sim porque simplesmente deixamos de estar alinhados uns com os outros.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

TESTEMUNHOS DE UMA ALMA PERDIDA : eu achava que era tímido, afinal foi uma etiqueta que assumi


Sim de facto assumi essa etiqueta, conscientemente e durante décadas achei que era tímido, pela percepção que tinha no contacto com as outras pessoas e aqui incluo a família e amigos, a imagem do menino bem comportado, quieto, bonzinho foi uma forma de aceitação e na minha mente de ser amado. E tal como abordei no primeiro testemunho, sou introvertido, no sentido em que gosto do meu espaço, e da minha privacidade, do meu tempo sozinho e por isso escolho as pessoas a quem me dou, e partilho ideias, emoções, vivências! 

Sou um ser social como a maioria dos seres deste mundo! A interação com outro feita através de 2 formas da receptividade do outro e do que sentia, que o outro permitia, bem como a minha vontade de interação com esse individuo.

Eu usei a imagem de tímido, para ter a paz desejada, uma tranquilidade, para poder estar quieto, nos meus pensamentos , no meu mundo, e principalmente, não ser o alvo de atenções. Atenções que trouxeram sempre um dilema, de necessitar de atenção, em momentos de carência afectiva, e por outro lado, não querer atenção, por haver crenças de não ter nada para falar, ou nada que justificasse falar, de dar opinião, por não acreditar que a mesma tivesse valor, ou de interesse para o outro ouvir, "sintomas" de baixa autoestima que perduraram durante muito tempo.

Concluindo, a etiqueta de tímido serviu como medida de proteção, face a espectativas criadas, e a crenças interiorizadas e enraizadas, sem motivo aparente, mas que foram criadas pela mente como forma de compensação, para gestão da realidade.


Stay on the path!!! namaste 

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