quarta-feira, 6 de setembro de 2023

A DÉBIL

"Eu, que sou feio, sólido, leal,

A ti, que és bela, frágil, assustada,
Quero estimar-te sempre, recatada
Numa existência honesta, de cristal.

Sentado à mesa dum café devasso,
Ao avistar-te, há pouco, fraca e loura,
Nesta Babel tão velha e corruptora,
Tive tenções de oferecer-te o braço.
(...)"

Cesário VERDE, 1855-1886

Sem comentários:

Enviar um comentário

NOW WE ARE FREE COM GRATIDÃO

Grato por este estado de presença. É no pequeno que mora o sagrado. Cuidando do outro, cuido de mim. Stay on the Path, namastê!